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<copyright>Copyright 2008 Blogg</copyright>
<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 00:52:36 +0100</pubDate>
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<description>Informação, Notícia e Divulgação de Eventos</description>
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<title>RAFANEWS</title>
<language>fr</language>
<category>Blogg</category>
<ttl>60</ttl>
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<title>COMUNICAÇÃO: Promiscuidade na RTC</title>
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<description><![CDATA[<p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Comunicação social<span style="spacerun: yes">     </span><i style="bidi-font-style: normal">Promiscuidade na RTC</em> </font></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Empresa TEXTIMEDIA trabalha para PAICV e TCV</font></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">A TEXTIMEDIA, empresa portuguesa que está a fazer a cobertura da campanha do PAICV está ligada a RTC, numa situação considerada situação pouco clara. De acordo com o jornal electrónico Liberal, o presidente da Rádio Televisão Cabo-verdiana, Marcos Oliveira confirmou que a RTC tem um contrato de co-produção com a empresa portuguesa TEXTIMEDIA, mas não confirmou nem desmentiu que esta fosse a mesma que está a fazer a campanha para o PAICV. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Ainda segundo a mesma noticia, vários jornalistas contactaram o Liberal, para confirmar que a TEXTIMEDIA está a trabalhar para a campanha do PAICV, questionando que se o presidente da RTC e o Governo acham normal e legal que essa mesma empresa requisite trabalhadores da RTC para trabalhar em programas da Televisão e ao mesmo tempo na campanha do PAICV. </font></span></p><p><span class="texto"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Ainda de acordo com o Liberal, outro testemunho, também de um jornalista da RTC: a TEXTIMEDIA é a empresa que faz os tempos de antena do PAICV. Não há dúvidas. Só o presidente da RTC finge não saber. É a mesma equipa, composta por um senhor baixinho que é o homem que tem estado no Palácio do Governo e tem trabalhado durante todo este tempo com José Maria Neves. Um senhor baixinho, de óculos, que anda num carro tipo Mitsubishi. E dá a conhecer mais factos: quando estavam a fazer essa tal co-produção, tentaram indigitar duas jornalistas para fazer parte da tal equipa, a Anabela e a Matilde Dias. As duas foram para uma reunião e quando se inteiraram dos propósitos do programa, ambas recusaram.</font></span></span></p>]]></description>
<category>ACG</category>
<pubDate>Wed, 11 Jan 2006 12:57:39 +0000</pubDate>
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<title>EMIGRAÇÃO: Vinda fala da sua experiência</title>
<link>http://www.blogg.org/blog-16453-billet-273383.html</link>
<description><![CDATA[<p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="COLOR: red"><font size="3"><font face="Times New Roman">Vinda é emigrante em França e fala da nossa comunidade naquele país. Falta informação sobre a vida política e é muita burocracia junto dos serviços consulares, aliada aos atrasos e publicidade enganosa, da TACV que se juntam à confusão no aeroporto do Sal, para não dizer dos voos que são cancelados sem aviso prévio</font></font></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="COLOR: red"></span></strong><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="COLOR: red"><font size="3"><font face="Times New Roman">Falta informações nas embaixadas </font></font></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 15pt"></span></strong><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 14pt; COLOR: red"><font face="Times New Roman">Os obstáculos de quem vive na emigração</font></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"></span><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Benvinda Vaz é uma cidadã, natural da Calheta de S. Miguel, residente <p>em França. De</personname /> passagem por Cabo Verde onde veio matar as saudades da terra mãe, aquela emigrante aproveitou a oportunidade para estabelecer contacto com alguns órgãos de comunicação social, para dar-nos conta da situação dos cabo-verdianos, radicados naquele país do velho continente. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Vinda, como é mais conhecida, começou por contar-nos que muitos dos cabo-verdianos, residentes naquele país, não têm sequer, informações da terra mãe, particularmente da situação política. Segundo nos revelou, há quem afirma que o Estado de Cabo Verde não pensa em nós, por isso, adianta, não estamos minimamente informados da situação da terra natal.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Esta nossa informadora garante que existe um grupo de pessoas, nomeadamente, nesta época eleitoral, que tem percorrido vários pontos de França para passarem as suas informações, em tempo de campanha, numa clara caça ao voto, mas existem muitos compatriotas que dizem que não vão votar porque o Estado de Cabo Verde nos trata mal.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Este mau tratamento, explica, acontece em vários momentos. Começa pela TACV, passa pelas alfândegas, prossegue nos aeroportos, com os consecutivos atrasos nos voos: são factos que terão influência na adesão às urnas: pelos menos cerca de 90 por centos dos cabo-verdianos não irá às urnas, adverte.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Neste momento, pedem para votarmos neles, porque precisam de nós, adianta Vinda que não se conforma com o facto de, quando chegarem ao país, passarmos pela burocracia do sistema.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Trazemos algo para os nossos pais, ou para investirmos no nosso país, temos problemas com alfândega, denúncia, considerando que os emigrantes são tratados pelas autoridades nacionais como se fossem vacas. Trazemos algo adquirido por mil euros, o Estado nos cobra mil e duzentos para o tirar da alfândega, revela esta emigrante que há 21 anos procurou a vida noutras latitudes.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Esta cidadã, também insurge-se contra aqueles que querem que os emigrantes votem com documentos estrangeiros, porque, diz ela, não somos franceses. Junto das entidades diplomáticas existe alguma burocracia em termos de distribuição de documentos. As informações são vedadas a algumas pessoas, diz a nossa fonte que, no entanto, garante que ela e um grupo de pessoas aguardam as informações para saber como se proceder, no próximo dia 22, para cumprirem o seu direito cívico. Não há informação, acusa, dizendo que junto da nossa embaixada, naquela cidade francesa, não há quem se preze em dar informações precisas sobre, como, por exemplo, investir <p>em Cabo Verde.</personname /> Precisamos de informações para sabermos como investir no nosso país, como se proceder quando regressamos definitivo, pede Vinda.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Relativamente à TACV, esta emigrante assegura que as informações não existem, e quando existem, não prestam. Telefonamos, ninguém atende: quando atendem, esperámos cerca de 20 minutos, diz esta crioula-francesa que acusa a TACV de falhar com o seu compromisso. Por exemplo, diz, fazemos uma reserva e, quando vamos levantar o bilhete, a reserva está cancelada. Quando se consegue, chega-se ao Sal e enfrentam-se inúmeras dificuldades para depois fazerem a ligação para as suas ilhas.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"></span><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Quanto ao custo das passagens, Vinda diz que é insuportável, chegando a ponto de termos emigrantes que vencem cerca de 50 contos, e pagam muito mais para uma passagem. Também esta emigrante insurge-se contra as publicidades da TACV que ela considera enganosa. É que aquela companhia publicita um serviço, e, quando se chega à agência, o preço da publicidade não existe, enganaram-nos, assevera. </font></span></p></p><p><font face="Times New Roman"> </font></p></p><p><font face="Times New Roman"> </font></p></p><p><font face="Times New Roman"> </font></p></p><p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></p>]]></description>
<category>ACG</category>
<pubDate>Wed, 11 Jan 2006 12:56:16 +0000</pubDate>
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<title>Papa em viagens pastorais</title>
<link>http://www.blogg.org/blog-16453-billet-273381.html</link>
<description><![CDATA[<p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Em 2006, Bento XVI vai efectuar quatro viagens pastorais e lança neste mês, a sua primeira encíclica </font></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Bento XVI vai à terra de João Paulo II</font></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">O ano de 2006 vai marcar o pontificado de Bento XVI. Alguns acontecimentos já foram dados a conhecer. Ainda neste mês de Janeiro, o Papa vai publicar a sua primeira encíclica, intitulada Deus é Amor. Esta primeira obra do Sumo Pontífice foi assinada em pleno dia de Natal, revelou a Santa Sé.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Escrita durante as férias de verão, no Valle de Aosta, o Papa escreveu esta primeira encíclica na sua língua materna: em alemão.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Também neste ano, Bento XVI vai efectuar quatro viagens pastorais. Em Maio, efectua a sua primeira viagem, à Polónia, terra natal de Karol Wojtyla. Uma viagem que é considerada por alguns atentos da Igreja como uma justa homenagem ao saudoso Papa, devendo visitar Wadowice, onde nasceu João Paulo II.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Em Julho, por ocasião do V Congresso Internacional das Famílias, Bento XVI aproveita para visitar a Espanha. Depois, em Setembro, desloca-se à Alemanha, sua terra natal, depois de lá ter estado, no ano passado, durante as Jornadas Mundiais da Juventude. O périplo termina na Turquia, quando o Bispo de Roma visitar o Patriarcado Ecuménico de Constantinopla.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Entretanto, durante a sua viagem à Polónia, Bento XVI deverá presidir ao arranque das obras de construção dum complexo sócio-cultural, que vai ser chamado de Centro João Paulo II. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Esta obra será erguida num terreno onde funcionava um complexo fabril, e onde Karol Wojtyla trabalhou antes de seguir a vida religiosa. Espera-se que, quando concluído, o centro seja um espaço de diálogo inter-religioso, aberto a todas as pessoas, independentemente das suas convicções religiosas.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">O arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz, ex-secretário pessoal de João Paulo II, é um dos inspiradores deste projecto, tendo assegurado que aquele centro irá servir às novas gerações para garantir o aprofundamento do pensamento de Karol Wojtyla e da sua herança espiritual.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">O centro vai albergar um hospício, um hospital, um centro de apoio às famílias e às mães solteiras, sala de exposições, um museu consagrado ao pontificado de João Paulo II, sala de concertos, biblioteca, um pavilhão desportivo, sala de conferências, uma escola e um colégio de regime interno.</font></span></p>]]></description>
<category>ACG</category>
<pubDate>Wed, 11 Jan 2006 12:54:35 +0000</pubDate>
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<title>Motim da Cadeia: há dados novos</title>
<link>http://www.blogg.org/blog-16453-billet-273380.html</link>
<description><![CDATA[<p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="COLOR: red"><font size="3"><font face="Times New Roman">Motim na Cadeia de S. Martinho<span style="spacerun: yes">    </span>III Episódio </font></font></span></strong></p><p><span style="COLOR: red"><p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></p></span></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="COLOR: red"><font size="3"><font face="Times New Roman">Não há segredo que nos ultrapassa. Não obstante as medidas de segurança, na Cadeia de S. Martinho, conseguimos abordar um preso que nos conta a tragédia do dia do Natal, que poderia ser evitada, caso Carlos Graça considerasse os pedidos dos guardas</font></font></span></strong></p><p><span style="COLOR: red"><p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></p></span></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 14pt; COLOR: red"><font face="Times New Roman">Preso conta versão da história</font></span></strong></p><p><p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></p></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Mesmo com toda a segurança que a Cadeia de S. Martinho é alvo, principalmente nestes dias, depois do motim, foi-nos possível chegar à conversa com um preso, cuja identidade reservamos, evitando que ele sofra mais perseguições. Uma entrevista possível apenas à Rádio Nova e Expresso das Ilhas.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Os factos são contados na primeira pessoa, e devido à sua importância, transcrevemos parte da conversa com o prisioneiro, que, no dia da rebelião, encontrava-se no segredo, a curtir o cheiro nauseabundo das fossas.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">A nossa fonte começa por explicar-nos que, no dia do Natal alguns guardas prisionais, apercebendo-se da confusão solicitaram ao director da Cadeia, Carlos Graça, que reconsiderasse a sua decisão. Este não deu ouvidos aos seus subordinados e o pior aconteceu. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Ele (Carlos Graça) fechou a porta dos presos condenados e zangados, estes arrombaram uma das portas do pátio de visita e invadiram. Chegaram dois guardas: um é Zé Capoeira o outro é Avelino. Um veio com o seu macarov a disparar e o outro com AKM, chegou junto dos visitantes e disparou várias vezes, tendo uma bala acertado um jovem, outra atingiu um preso no pé, tendo perdido a perna esquerda. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">No dia do Natal éramos muitos na cela segredo. O cheiro da fossa nos matava. Lá mesmo fazemos as nossas refeições, e num buraco, fazemos as nossas necessidades fisiológicas e falta água para deitar no buraco. Lá dentro não tem água. Existe uma lâmpada, na rua, e não chega para nos alumiar aqui na cela. Aqui na cela segredo está carregado e sem espaço para meter mais gente. Tem aqui muitos dos meus colegas que estão algemados e não fizeram nada. Por tudo e por nada somos algemados.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Muitos presos estão deitados na cama, e não podem sequer levantar-se. Levaram pancada na cabeça: levaram coronhadas e pauladas sem fazer nada. Muitos condenados estão doentes e nem podem levantar-se. Tem aqui um que perdeu pé, outro tem bala próximo do joelho, outro, o Diamantino, tem ferimentos no pé, nem esteve seis dias internado, já o trouxeram de volta: ele não consegue andar e nem sequer deram-lhe uma muleta para se locomover. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Zifa não fez nada. Bateram-no e quase o mataram. Neste momento ele está no segredo, está muito doente e não pode falar com ninguém e nem tem direito a visita. Naquele dia estávamos no segredo e ouvimos tiros. Ouvimos fortes rajadas, tendo atingido um guarda mas ele já está bem. Logo, alguns presos gritaram. Já mataram, mataram três! De seguida pedimos para tirar-nos da cela e, quando saímos, havia muito sangue no chão. Quando a televisão chegou, tinham acabado de limpar o chão. A polícia de choque bateu <p>em todos. Deitaram</personname> gás e foi aquela tortura. Deitavam-nos água, batiam e já nem podíamos gritar. Depois pisaram-nos e continuam a nos bater, conta a nossa fonte, sempre em maior sigilo. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Entretanto, esta história vem confirmar relatos que já tínhamos avançados, sobre o número de feridos e o estado de saúde de muitos dos enclausurados. Todavia, este relato é apenas uma versão das muitas que gostaríamos de poder ouvir para poder informar. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">De nada adianta a fita das autoridades em dizer que tudo está bem, porque, na verdade, não está. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Roubos/visitas</font></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Na edição anterior dávamos conta que alguns objectos pessoais dos presos foram tomados e destruídos. Acabamos de poder confirmar esse dado. Esta nossa fonte acrescenta que alguns aparelhos, como DVD, TV, rádios e aparelhagens foram quebrados durante o motim do dia <metricconverter w:st="on" productid="25. A">25. A</metricconverter> alguns presos foram-lhes retirados os seus relógios de pulso, fios e outros pertences. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Afinal, as visitas não estão a acontecer. Pelos menos existem presos que estão em segredo, sem contacto, sequer, com a luz do sol, revela. Confirma-se que as correntes eléctricas foram cortadas das tomadas, para isolar os presos e impedí-los de sintonizar o que de notícia se passa do lado de fora, na sociedade. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">No dia do Natal, os presos tiveram direito apenas ao pequeno-almoço. A rebelião não permitiu que lhes fossem servido o almoço e o jantar. Na segunda-feira, 26, logo pela manhã, o dia começou ensombrado, pelos acontecimentos do domingo. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">A alguns presos que tinham direito à refeição de suas casas, foi-lhes cortado esta benesse. Banho, é só de três em três dias. Está também proibida a entrada de vestuários para alguns presos e a Polícia de Intervenção continua a vigiar a Cadeia. </font></span></p>]]></description>
<category>ACG</category>
<pubDate>Wed, 11 Jan 2006 12:53:16 +0000</pubDate>
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<title>CAMPANHA: Mais promessas no Fogo</title>
<link>http://www.blogg.org/blog-16453-billet-273377.html</link>
<description><![CDATA[<p><b style="bidi-font-weight: normal"><u><span style="FONT-SIZE: 15pt"><font face="Times New Roman">JMN no Fogo </font></span></u></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Promessas de liceus, centro de formação e anel rodoviário </font></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">JMN prosseguiu segunda e terça feiras, contactos com o eleitorado das ilhas do Fogo e Brava. Na ilha do Vulcão o líder do PAICV contactou as bases do seu partido e realizou dois grandes comícios, em Mosteiros e S. Filipe, tendo aproveitado para falar dos ganhos da sua governação. Criticou a anterior governação do MpD, que segundo disse, abandonou a ilha do Fogo durante os dez anos que esteve no poder. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">O forte de Neves naquela ilha foi quando voltou a fazer promessas: no sector da educação, prometeu mais três liceus: Ponta Verde, Mosteiros e Cova Figueira são as zonas a serem contempladas, nesta promessa, enquanto a cidade de S. Filipe vai ter, disse, um grande centro de formação profissional, orçado em cerca de 100 mil contos, já garantidos pela cooperação portuguesa.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">O início das obras no anel do Fogo, ainda nos primeiros quatro meses deste ano, foi outra promessa do presidente do PAICV. O anel será uma estrada de 100km, totalmente asfaltada, irá ligar S. Filipe, Cova Figueira, Vila de Igreja, Atalaia, Campanas, São Jorge e Ponta Verde, e custará 22 milhões de dólares, com financiamento do BADEIA, Banco Árabe de Desenvolvimento Económico de África.</font></span></p><p><p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></p></p>]]></description>
<category>ACG</category>
<pubDate>Wed, 11 Jan 2006 12:51:49 +0000</pubDate>
<guid>http://www.blogg.org/blog-16453-billet-273377.html</guid>
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<title>Júlio Correia promove na POP e gera descontentamento</title>
<link>http://www.blogg.org/blog-16453-billet-273375.html</link>
<description><![CDATA[<p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Comissários e subcomissários em pé de guerra</font></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 14pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Júlio Correia promove na POP e gera descontentamento </font></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">O Ministro de Administração Interna, Júlio Correia, promoveu quatro comissários da POP, a Subintendente, numa promoção por escolha e sobre os joelhos  a proposta foi-lhe entregue na manhã do dia 22 de Dezembro e, na tarde do mesmo dia, estava despachada, favoravelmente. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Os comissários Emanuel Spencer, assessor do Comandante-Geral da POP, Manuel Staline, de Comunicações, José Augusto Ribeiro, Comandante Regional do Fogo, e Benvindo Monteiro, Comandante Regional de Santa Catarina, foram os contemplados por Júlio Correia, sob proposta do Comandante-Geral da POP, o Superintendente Geral Augusto Pinheiro. ´</font></span></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Promoção à margem da lei</font></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Para além da rapidez do despacho do Ministro da Administração Interna, se calhar por isso mesmo, a medida de Júlio Coreia está eivada de ilegalidade, por o despacho não estar conforme aos Estatutos do Pessoal da POP, em dois momentos, a saber: não foi respeitado o Estatuto do Pessoal Policial da POP; não se respeitou a orgânica da POP.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">À luz do artigo 33º do revisto Estatuto do Pessoal da POP, a promoção a Subintendente é feita de entre os Comissários aprovados em concurso de promoção a oficial superior e habilitados com curso superior com grau de licenciatura e tenham no mínimo quatro anos de serviço efectivo no posto. Ora, dos quatro comissários promovidos agora por Júlio Correia, só o Comissário Emanuel Spencer tem licenciatura em Direito; o restante pessoal não tem. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">À luz do Estatuto anterior, só o Comissário Benvindo Monteiro reuniria os requisitos, posto que, antes da revisão desse Estatuto, exigia-se que o Comissário tivesse frequentado, com aproveitamento, o curso de promoção a oficial superior e tivesse, no mínimo, seis anos de serviço efectivo no posto; os restantes já não poderiam ser promovidos.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Mas a promoção foi por escolha. Ora, também aqui foi furado o Estatuto. Porque, para a promoção por escolha, uma das condições básicas é a existência de vagas. Ora, de acordo com a lei de Quadros da POP, na sua alínea d), a previsão de cinco subintendentes relaciona-se com as funções que lhes são atribuídas: Comandante Regional de Nível A, Director da Escola da Polícia, Comandante das Unidades Especiais, Director de Administração e Director de Emigração e Fronteiras, sendo certo que estas funções são complexas e exigem a direcção ou chefia de um oficial superior. Pelo que se estipula em cinco o número de vagas existentes para o Subintendente. </font></span></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Comissários recorrem a STJ</font></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">O número de vagas não pode ser ultrapassado, assim, de pés para mãos, seja por implicações a nível da orgânica, seja por implicações a nível orçamental, sabido que a POP não nada em dinheiro, faltando grana até para sectores tão importantes, como, por exemplo, combustíveis.<span style="spacerun: yes">   </span></font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Expresso das ilhas sabe que há um grupo de comissários não contemplados pela medida de Júlio Coreia em Dezembro passado, que vão recorrer dessa medida para o Supremo Tribunal de Justiça, tentando a sua impugnação. Isso porque se sentem injustiçados com a medida. Porquanto há, no seio deles, comissários que reúnem todos os requisitos para ser promovidos mas foram preteridos pelo Ministro da Administração Interna. Há comissários com o curso de promoção a oficial superior, com aproveitamento, há um Comissário até com licenciatura, mas mais antigos do que alguns dos contemplados. A antiguidade é outro dos requisitos para a promoção por escolha: é de se ter em conta a posição na escala de antiguidades do Comissário a promover, de acordo com o artigo 29º do estatuto da POP.<span style="spacerun: yes">  </span></font></span></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Subcomissários e subchefes ajudantes descontentes</font></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">No momento em que os comissários, que reúnem todos os requisitos para serem promovidos, já tinham requerido a promoção, Júlio Correia toma a medida que toma, ainda por cima em vésperas de eleições legislativas que podem ditar o seu afastamento do Governo, ou da pasta de Administração Interna, é, no mínimo, precipitada.<span style="spacerun: yes">   </span></font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Mas não só os comissários estão descontentes com as medidas da dupla Júlio Coreia/Augusto Pinheiro. Também os subcomissários andam em pé de guerra com o Comandante-Geral da POP e o Ministro de Administração Interna. Porquê? Porque há também promoções a comissários, também por escolha, havendo subcomissários que, tendo chegado a altura de promoção, vêem essa promoção ser, indefinidamente, protelada.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Pior é que vêem um Subcomissário, Gilberto Alves, que passara uma temporada nos Estados Unidos de América, com menos tempo de serviço, ser promovido a Comissário, por Júlio Correia, enquanto eles ficam a ver navios. Pior ainda estão, porque remeteram a Pinheiro a questão das suas promoções, sem que obtivessem qualquer posição do Comandante-Geral da POP. Quando souberam da promoção desse Subcomissário, que tem menos tempo de serviço, para alem de ter estado ausente, foram às boxes.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Só que a lei-medida, no âmbito da Administração Publica, manda que sejam promovidos e recorram a esse expediente, cujo resultado aguardam. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Também a caldeirada está a entornar-se para os lados dos primeiros subchefes, que estão completamente bloqueados na promoção, por incompetência do Ministro e seu Comandante-Geral. Porque, aquando da revisão do Estatuto da POP resolveram extinguir o posto de subchefe ajudante, sem que tenham promovido qualquer dos subchefes ajudantes existentes na altura. Isso tem como resultado, que eles não podem progredir, barrando, assim, o caminho aos que vêm de trás, aos primeiros subchefes. A não ser que Júlio Correia e Augusto Pinheiro tentem emendar a mão, cometendo a barbaridade de promover os primeiros subchefes a subchefes principais, deixando de fora os subchefes ajudantes. </font></span></p>]]></description>
<category>ACG</category>
<pubDate>Wed, 11 Jan 2006 12:50:36 +0000</pubDate>
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<title>JLL afirma: PAICV não rima com educação</title>
<link>http://www.blogg.org/blog-16453-billet-269412.html</link>
<description><![CDATA[<p><b style="bidi-font-weight: normal"><i style="bidi-font-style: normal"><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><font face="Times New Roman">Em entrevista a RAFANEWS José Luís Livramento ex- Ministro da Educação lança um breve olhar na seara de Filomena Martins e constata que houve retrocessos em vários domínios. A taxa de abandono escolar, os meninos de rua e a delinquência escolar aumentaram, e a falta de estratégia do PAICV para a educação é notória</font></span></em></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><i style="bidi-font-style: normal"><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><font face="Times New Roman"><span style="spacerun: yes"> </span></font></span></em></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><font face="Times New Roman">Delinquência juvenil é reflexo do abando escolar</font></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><font face="Times New Roman">PAICV não rima com educação</font></span></strong></p><p><font size="3"><font face="Times New Roman"><span style="spacerun: yes"> </span><span style="spacerun: yes">     </span></font></font></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Falemos um bocadinho da Educação: tutelou esse sector durante a governação de Carlos Veiga. Como é que avalia o desempenho dos ministros do Governo de JMN, nesse sector?</font></span></strong></p><p><font face="Times New Roman"><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue">JLL</span></strong><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue">  Não avalio o desempenho de ministros. Avalio o desempenho do Governo. </span></font></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">O desempenho, não sou eu que avalio. São os dados existentes. Como disse há momentos, eu leio factos, e os factos indicam que vários indicadores muito importantes de Educação tiveram um retrocesso com o Governo do PAICV. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Em primeiro lugar a taxa de abandono: os alunos, enquanto nós íamos às salas de aulas e estimulávamos a continuarem os estudos, no Governo do PAICV os alunos abandonaram os estudos, seja no ensino básico, seja no secundário. E isso tem as suas consequências. Os meninos de rua aumentaram e é o próprio ICM a dizer que, por exemplo de <metricconverter w:st="on" productid="2002 a">2002 a</metricconverter> essa parte, o número de crianças de rua aumentou de 440 para 660. Nós sentimos isso quando vamos a qualquer supermercado, quando estacionamos o nosso carro nas ruas, nos aeroportos, encontramos meninos a pedir, com papeis a pedir esmolas.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">E isso contribui para o aumento da insegurança e da delinquência.</font></span></strong></p><p><font face="Times New Roman"><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue">JLL</span></strong><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue">  A delinquência juvenil não é por acaso. Ela resulta da desocupação dos jovens. Resulta directamente do abandono escolar, porque se os jovens estivessem lá onde deviam estar, nas escolas, não estariam nas ruas a aprender cada vez mais com os outros a delinquência juvenil. Uma das consequências do abandono escolar, promovido pelo PAICV é, de facto, o aumento da delinquência juvenil, através do aumento dos meninos de e na rua.</span></font></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Mas também o sucesso escolar. O sucesso escolar diminuiu drasticamente. O número de reprovações aumentou grandemente. São os dados estatísticos do próprio Ministério de Educação que o dizem. Vê-se que o PAICV teve uma política de tolher o acesso dos alunos a nível do secundário. O PAICV diz no seu programa que o MpD desenvolveu o ensino secundário sem qualquer controlo. Que significa isso? Significa que, enquanto o MpD deu espaço para os jovens estudar, o PAICV impôs medidas administrativas para eles não estudarem. É o caso do decreto/lei que exigiu que, para um aluno ir do 10º para o 11º ano, devia ter 12 valores nas disciplinas nucleares. Isso não existe em nenhuma parte do mundo. Só <p>em Cabo Verde.</personname></font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">A Universidade Pública, diz-se, arranca no próximo ano...</font></span></strong></p><p><font face="Times New Roman"><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue">JLL</span></strong><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue">  Olhe, lá está. É mais um exemplo da incompetência desse Governo. A Universidade Pública, em 2000 estava criada, assim como estava criada uma Comissão de Instalação. O PAICV podia não estar de acordo com os termos da Comissão Instaladora ou com as pessoas que estavam na Comissão. Podia mudar e iniciar os trabalhos de instalação. Pergunto, por quê que só em 2004 que o PAICV vem criar essa Comissão Instaladora. Perdemos quatro anos com a Universidade Pública. É isso que priorisar a Universidade Pública?</span></font></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Quando se vem com retóricas de que Universidade Pública é muito importante, e é muito importante, de facto. Por isso é que nós criámos essa Universidade no ano 2000. Por que é que se vem com essa retórica quando se deixou quatro anos para se designar uma Comissão Instaladora.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Tenho por mim que em 1999/2000 já havia indícios de que a Porto Editora poderia instalar-se <p>em Cabo Verde</personname>, confirma?</font></span></strong></p><p><font face="Times New Roman"><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue">JLL</span></strong><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue">  Confirmo. Não só a Porto Editora como a Teste Editora. Existe uma empresa da Teste Editora, aqui na Praia, desde essa época. </span></font></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Esse é um aspecto, vê-se da desorientação do Governo do PAICV, a nível da Educação, por que falha na estratégia. Diz-se que quis promover a qualidade do ensino mas falhou, porque falhou na estratégia. Um primeiro aspecto para a melhoria da qualidade de ensino é a existência de manuais escolares. A introdução de uma capacidade nacional de manuais escolares, <p>em Cabo Verde</personname>, é fundamental. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Não temos uma editora que se preze. Não temos uma livraria que se preze. A nível do ensino, para não falar no ensino superior, temos de ter uma capacidade: inclusive, penso que o Estado deve associar-se aos privados para criar uma empresa para a edição escolar, por exemplo.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">CAIXA</font></span></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">JLL é director de campanha na Praia e garante que o MpD vai percorrer montes, vales e cutelos para fazer passar a sua mensagem</font></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman"><span style="spacerun: yes"> </span></font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">José Luís Livramento, actualmente director de campanha do MpD, para o círculo eleitoral da Praia não revela a estratégia do seu partido para o embate que se avizinha, porque seria entregar ouro ao bandido, neste caso, ao adversário político, mas assegura que o seu partido vai adoptar a política de contacto porta a porta privilegiando um diálogo directo com o eleitorado. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Nestes contactos o MpD vai falar da situação de Cabo Verde, dos programas e projectos para o país. Numa altura em que muitas pessoas começam a dar sinais de não acreditarem nos políticos e na democracia, porque houve muita propaganda, uma propaganda que o nosso informador considera contraditória com a situação real, da pessoa humana, o Movimento para a Democracia quer mostrar que é possível mudar, para melhor, a 22 de Janeiro.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Levar as pessoas a voltar a acreditar <p>em Cabo Verde</personname> é uma das prioridades do MpD, neste período eleitoral. A tarefa não é fácil, sabe Livramento e seus pares que para isso estão dispostos a percorrer os montes, vales e cutelos para falarem com os eleitores e fazer-lhes acreditar que é possível um desenvolvimento justo de Cabo Verde.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Os vários foras que o gabinete de estudos estratégicos do MpD promoveu, no decurso de 2005, serviu como uma espécie de antecâmara para analisar vários sectores da sociedade. Os subsídios, adianta Livramento servem ao MpD, e garante que em breve os Ventoinhas vão apresentar o seu programa eleitoral com propostas concretas para o país, no sentido dos cabo-verdianos voltarem a ter esperança e a acreditar, no país que o MpD quer para todos.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Livramento está confiante numa nova mudança, em 2006, e apela à união de todos os cabo-verdianos para que, a 22 de Janeiro, Cabo Verde possa ter outro Governo.</font></span></p>]]></description>
<category>ACG</category>
<pubDate>Tue, 03 Jan 2006 22:42:58 +0000</pubDate>
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<title>Em tempo de campanha mexidas na ASA</title>
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<description><![CDATA[<p><b style="bidi-font-weight: normal"><i style="bidi-font-style: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Mário Paixão Lopes foi convidado a demitir o seu eleito que vinha dirigindo o Aeroporto da Praia. Eurídice Mascarenhas é a nova Directora, do ADP, que sem sala VIP, já tem uma coordenadora </font></span></em></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><i style="bidi-font-style: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></em></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><u><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Mexidas, mudanças e aquisições</font></span></u></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><i style="bidi-font-style: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></em></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Em tempo de campanha mexidas na ASA</font></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Numa altura do campeonato, onde as coisas podem mudar de figurino, se as eleições protagonizarem mudança, a 22 de Janeiro, há quem já procura herança para levar para casa. Um extra ASA nos ventilou que um Hiundai, zero quilómetros, novinho em folha, acabadinho de sair da fábrica acaba de chegar para um pisado da ASA. Seis mil e 500 contos é o quanto se investiu na aquisição do novel Jeep, que já está a ser esfolado nas estradas da ilha.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">No capítulo das mexidas, João Monteiro acaba de ser demitido das suas funções no Aeroporto da Praia. De nada valeu o finca-pé da administração da ASA, em nomear para um cargo, uma pessoa que há partida já se sabia que não conseguiria dar conta do recado. A administração da ASA foi, ao que se pode apurar, convidada a demitir o seu eleito e para aquele lugar foi indigitada em comissão ordinária de serviço, Eurídice Mascarenhas, ela que vinha exercendo, até 29 de Dezembro, as funções de directora dos Recursos Humanos. A questão é que se põe é a seguinte: para quê transferir Lima Barber que vinha desempenhando as funções até à inauguração do ADP, para, menos de três meses depois demitir João Monteiro.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">No entanto, Expresso das ilhas sabe que há resistências à nomeação da nova directora porque para muitos funcionários da ASA, na ilha do Sal é uma promoção pela incompetência, provada na gestão dos RH, da ASA.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Talvez, motivada pela pressa, mesmo antes de fazer cessar as funções de Eurídice Mascarenhas, enquanto Directora dos Recursos Humanos, Mário Paixão Lopes, PCA da ASA, deu um despacho de nomeação para o cargo, conforme ordem de serviço 06/PCA/MPL/05, de <date w:st="on" ls="trans" month="12" day="27" year="2005">27/12/2005</date>, e a cessação das funções, enquanto Directora dos Recursos Humanos, tem a data de <date w:st="on" ls="trans" month="12" day="29" year="2005">29/12/2005</date>, número 07/PCA/MPL/05.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Nessas mudanças, Vera Nereu, uma das integrantes da lista de Sara Lopes, para a Câmara Municipal do Sal, nas eleições de Março de 2004, acaba de ser indigitada para a direcção dos Recursos Humanos, em regime de comissão ordinária de serviço: um prémio por não fazer nada, dizem as nossas fontes. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Em altura de demissões e nomeações, há espaço para transferências, mesmo contra a vontade da administração da ASA. É assim que, Vera Santos, uma jovem quadro da empresa, natural da Praia e que vinha exercendo funções, junto do Gabinete de Comunicação, Imagem e Relações Públicas, no Sal, acaba de ser transferida para Praia, onde passa a exercer as funções de Coordenadora da Área VIP. Como ainda não existe terminal VIP, a dita colaboradora passa a gerir os Vip´s que passam pelo ADP ainda não se sabe como.<span style="spacerun: yes">  </span>De referir que há muito tempo essa jovem aguardava a sua transferência, mas coisa de politiquice emperrava a sua mudança. <span style="spacerun: yes"> </span></font></span></p>]]></description>
<category>ACG</category>
<pubDate>Tue, 03 Jan 2006 22:40:52 +0000</pubDate>
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<title>Ministro João Serra fez proposta indecente a Manuela Silva</title>
<link>http://www.blogg.org/blog-16453-billet-269408.html</link>
<description><![CDATA[<p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><font face="Times New Roman">Mais uma novela com gosto tambarina, onde João Serra é actor principal, faz proposta indecente, joga sujo, mostra imaturidade política e prova que não sabe conviver com a diferença</font></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><u><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><p><span style="TEXT-DECORATION: none"><font face="Times New Roman"> </font></span></p></span></u></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><font face="Times New Roman">Educação<span style="spacerun: yes">          </span><i style="bidi-font-style: normal">Secretária de Estado vs Ministério da Educação</em> </font></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><font face="Times New Roman">João Serra fez proposta indecente a Manuela Silva </font></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 13pt"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Há cinco anos que a professora Manuela Silva está a aguardar o reenquadramento no Ministério da Educação, de onde saiu em 1994, em regime de requisição para exercer, a convite do então Governo de Carlos Veiga, as funções de presidente do Instituto Cabo-verdiano de Solidariedade. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Docente desde 1977, Manuela Silva tem um percurso feito à base de sacrifício e muito esforço pessoal. Em 1983 foi enquadrada como professor de 4º nível, 3ª classe, letra E. em 1996, progride para professor do 4º nível, 2ª classe, letra D. Em 92, à luz do então PCCS foi automaticamente enquadrada como professor do 4º nível, Ref. 13B, equivalente a 4º nível, 2ª classe: em 1994 progride para <metricconverter w:st="on" productid="13C">13C</metricconverter>, equivalente a 4º nível, 1ª classe. <span style="spacerun: yes"> </span></font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Sucede que, em 1994, um despacho conjunto do então Primeiro-Ministro e do também então Ministro da Educação e Desporto, Manuela Silva foi requisitada à luz do artigo 13º, do Decreto/lei nº 87/92, de 16 de Julho, para exercer as funções de presidente do ICS, cargo que desempenha até Abril de 1995, altura em que foi chamada para o Governo de Carlos Veiga, onde desempenhou as funções de Secretária de Estado da Promoção Social e de Luta Contra a Pobreza, cessando as funções em 2001, com a mudança de Governo.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Luta titânica </font></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Desde essa altura que Manuela Silva tem vindo a travar uma luta titânica para conseguir o seu reenquadramento no Ministério da Educação, mas <p>em vão. Cansada</personname> de tanto lutar por aquilo que considera ter direito, Manuela Silva não hesitou em tratar a questão com todos os sectores implicados no referido processo. Esgotadas todas as possibilidades de resolução por via administrativa, Silva decidiu trazer a público a sua revolta.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Conforme nos explicou, o reenquadramento, nos termos da lei é automático e Silva estriba-se nos artigos 7º da lei n.º 85/III/90, de 6 de Outubro e artigo 42, do PCCS para justificar aquilo que diz. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Manuela Silva garante que não está a pedir promoção por ter sido governante, mas sim por ter estado muitos anos na mesma categoria, anotou mostrando-se surpresa por ter constato, de entre outros, que titulares de cargos políticos têm sido promovidos, apesar de ainda estarem em funções e de não ter havido concurso, argumentos, diz ela, paradoxalmente, utilizados pela própria Administração Pública, para impedir o seu reenquadramento.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">O silêncio/omissão da administração faz com que o salário desta docente esteja a ser processado por defeito, numa categoria inferior à que ela ascendera, aquando da requisição. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">A estupidez de João Serra</font></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">No entanto os ministérios da Educação e da Administração Pública alegam que o ministério das Finanças é que está a imperrar o processo. Sendo assim, ela solicitou uma audiência ao ministro João Serra que lhe desconsiderou redondamente, brincando com uma antiga governante, em assunto sério, dizendo que a solução do seu problema só seria possível, num próximo mandato do PAICV, para o qual contava com o voto dela. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Indignada com esse encontro falhado, a nossa interlocutora diz ter prosseguido a sua luta, apesar de, como nos confidenciou, sem ter apercebido desde o início de que seria uma luta perdida. Mas garante: eu não vou aceitar, custe o que custar. Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para defender os meus direitos, afirmou Silva que considera esta atitude de João Serra um jogo sujo, imaturidade política e inocência política.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Ao que tudo indica, esta luta vai continuar por mais algum tempo, já que a condição imposta por João Serra, para resolver esse imbróglio, mostra que não existe vontade política para a sua solução. </font></span></p>]]></description>
<category>ACG</category>
<pubDate>Tue, 03 Jan 2006 22:39:52 +0000</pubDate>
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<title>Tortura em nome da democracia do PAICV</title>
<link>http://www.blogg.org/blog-16453-billet-269407.html</link>
<description><![CDATA[<p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><font face="Times New Roman">Porrada, humilhação e tortura na Cadeia de S. Martinho. Os supostos cabecilhas do motim, do dia de Natal, foram transferidos, quarta-feira para S. Vicente </font></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><font face="Times New Roman">Motim da Cadeia de S. Martinho<span style="spacerun: yes">      </span><i style="bidi-font-style: normal">II Episódio</em></font></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 13pt; COLOR: red"><font face="Times New Roman">Tortura em nome da democracia do PAICV</font></span></strong></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Informações chegadas até nossa Redacção, dão-nos conta que vários presos continuam a ser espancados, na Cadeia de S. Martinho. Uma testemunha, cuja identidade reservámos, contactou-nos para denunciar aquilo que considera ser humilhação e tortura que os presos têm sido alvos, desde o dia 25 de Dezembro, depois do histórico motim. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Algumas informações continuam desencontradas: por exemplo, o número de feridos: as autoridades insistem em dizer que são apenas três, enquanto outras pessoas e órgãos de comunicação continuam a noticiar que foram seis feridos. Entretanto, continuamos sem ouvir a versão dos presos, neste imbróglio.<span style="spacerun: yes">    </span></font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Não foi só a porrada que os presos tiveram direito, começa por contar-nos a nossa fonte, pasmada, depois da cena digno de um filme policial. Segundo nos revelou, o tiroteio na cadeia no dia de Natal só aconteceu depois da chegada do Corpo de Intervenção. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman"><span style="tab-count: 1">            </span>Doze polícias foram às celas, mas foram enfrentados pelos presos, que, depois de terem arrombado 16 portões, apoderaram-se de um guarda prisional e vedaram o acesso às celas. A Polícia enfrentou os encarcerados lançando gás lacrimogéneo, mas o agente que accionou o gás não teve todos os cuidados e o tóxico sufocou um seu colega, o que obrigou a retirada dos agentes, para depois voltarem a fazer frente aos revoltosos.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman"><span style="tab-count: 1">            </span>Os enclausurados, adianta, deitaram água e teepool no chão para dificultar o acesso dos polícias, às referidas celas. Quando o Corpo de Intervenção derrubou o portão, um agente da incorporação foi atingido com uma pedrada. Foi ali que o comandante da operação, que seguia na frente do pelotão, accionou o seu AKM, e abriu fogo dentro da cela, o que levou os revoltosos a amontoarem-se para se defender, mas os estilhaços fizeram ricochete, e atingiram um grupo de presos e um sub-chefe dos Guardas Prisionais. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman"><span style="tab-count: 1">            </span>Com o reforço dos restantes colegas que aguardavam, no pátio do presídio, a polícia invadiu as celas e começou a retirar os presos, algemando-os, e, a partir daí, começou a tortura, adianta a nossa fonte.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman"><span style="spacerun: yes">            </span>Os presos foram arrastados, ouviram-se choros e toda a barrulhada, que era audível do lado de fora do portão. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><b style="bidi-font-weight: normal"><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Tortura e massacre</font></span></strong></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><p><font face="Times New Roman"> </font></p></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman"><span style="tab-count: 1">            </span>A nossa fonte adianta que os presos foram brutalmente espancados, durante a rebelião. Quase todos foram arrastados pelo chão e com uma mangueira iam sendo molhados e açoitados como se fossem animais, anota. Segundo as nossas fontes há elementos do CI que reprovaram as ordens que receberam, visto estarem a torturar alguns detidos, mas foram obrigados a acatar a decisão. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">A pancada foi tanta que os presos já nem podiam gritar, conta a nossa fonte, que desafia a direcção da Cadeia a provar o contrário. Os presos, prosseguiu, foram obrigados a gritar viva choque, viva Corpo de Intervenção. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman">Segundo consta, houve momentos em que os presos eram algemados, a dois, e por vezes dormiam no quintal, em pleno cimento, denuncia. É uma dor ver aquilo, confessa, dando-nos conta que um grupo de presos, tido como supostos organizadores desta rebelião, foi transferido com o máximo sigilo, para S. Vicente, a bordo do navio Tarrafal, na noite da passada quarta-feira. E nesse grupo teriam estado Giboli e Janito. Informações não confirmadas dizem que o detido Zifa que estaria por viajar, só não seguiu viagem devido ao seu estado débil de saúde, encontrando-se, neste momento na solitária. . </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman"><span style="tab-count: 1">            </span>A tortura prosseguiu noite dentro, naquele domingo. Às tantas foram colocados com a boca no chão, arrastaram-nos enquanto os agentes da CI iam pisando, pontapeando e batendo. <span style="spacerun: yes"> </span></font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman"><span style="tab-count: 1">            </span>Um outro preso, que sobre ele pesa um outro crime, supostamente por ter roubado, dias antes, na cantina da Cadeia, cerca de 60 contos, em cigarro e 80 mil escudos, em dinheiro, levou uma boa surra, nesse dia.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman"><span style="tab-count: 1">            </span>Também, alguns objectos dos presos, como televisão, rádio e DVD foram partidos durante o motim. Sabe-se também que as celas estão sem corrente eléctrica, nas tomadas. Apenas as lâmpadas têm corrente.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"><font face="Times New Roman"><span style="tab-count: 1">            </span>No domingo de Ano Novo, estava agendado a visita aos presos, mas foi uma farsa. A visita foi selectiva, e houve presos que não tiveram direito à visita. Não foi permitido a nenhum familiar abraçar o seu familiar, para não segredar nada nos ouvidos.</font></span></p>]]></description>
<category>ACG</category>
<pubDate>Tue, 03 Jan 2006 22:38:38 +0000</pubDate>
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