Eu já falei aqui que o Paraguai é um dos outros países em que o Orkut é uma importante rede social. Ainda há outros, mais conhecidos, como a Índia, e outros não tanto, como Qatar, Kwait e a báltica Estônia. O que parece estar em comum entre esses países que têm afinidade com a rede social do Google, inclusive o Brasil, é o fato de serem países muito abertos culturalmente, nem que seja contra sua própria vontade, na mairoria das vezes por motivos históricos, como é o caso da Estônia. E outra: ali, muitos jovens falam bem o inglês.
O território da Estônia já foi ocupado por diversas nações, sobretudo Suécia e Rússia. A língua estoniana é parente da finlandesa, com influências dos povos que ocuparam seu território, mas originária do mesmo ramo que formou a russa e a língua da vizinha Letônia, o letão. A rede social mais usada na Rússia é a VKontakte, e na Letônia são a Draugiem.lv e a One.lv.
A Estônia tem desenvolvido suas estruturas de defesas da rede, sobretudo depois de ter sido vítima de ataques terroristas de hackers em 2007. A Estônia foi escolhida pelo Google para ser o primeiro lugar em que seriam lançados os aplicativos do Orkut.
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Os sites de leilões são os que têm maior audiência do comércio eletrônico no mundo todo. E lá fora o uso deles impressiona, acentuado sobretudo pelo eBay. Mas não é só o eBay que puxa a onda. No país que tem o maior uso do mundo de sites de leilões, que é a Suíça, quem manda é o Ricardo.ch, um site local que soube explorar o interesse dos suíços por peças raras, principalmente artigos de antiquários e relógios, mas também automóveis e artigos de aeromodelismo. Assim como os brasileiros, os suíços também preferem comprar com preço fechado em vez de disputar os leilões propriamente ditos.
Os leilões tradicionais fazem sucesso em vários outros lugares, entretanto. E a criatividade das disputas vai longe. Neste momento, em Portugal, por exemplo, chama a atenção um site de leilões do tipo "leilão low-cost". É o Twingle, um site em que é possível disputar produtos com preços mais baixos que a média do mercado. O problema é que para concorrer nos leilões é necessário pagar uma taxa, que é cobrada mesmo que o lance do usuário não seja o vencedor. Lembra um pouco os televisivos joguinhos de descobrir palavras na madrugada que existem em alguns lugares do mundo e que eleva a conta do telefone de quem tenta concorrer.
O site foi lançado em abril, já recebe muitas visitas, concorrendo com outros parecidos, como o Bridrivals, o Onebid e o Bidoloo. Aliás, esses dois últimos estão estranhamente com operações paralisadas há alguns meses. Essa modalidade de leilão não é basicamente novidade e nem é criação portuguesa. Mas aparece com características renovadas, inclusive voltando a se destacar em sites tradicionais de leilões em vários países. Em tempo: em Portugal os tradicionais leilões, como o mundial OLX e o local Miau, ainda agregam as preferências.
Publié par josenilton à 16:52:45 dans Ciborgue | Commentaires (0) | Permaliens
Prefiro ouvir as vozes dissonantes, que também são inteligentes, em vez de toda essa cacofonia tautófona combinada. Uma das maiores vítimas dos textos apócrifos que circulam na internet destila sua compreensível impaciência.
Arnaldo Jabor
- Não estou no “twitter”, não sei o que é o “twitter”, jamais entrarei neste terreno baldio e, incrivelmente, tenho 26 mil “seguidores” no “twitter”. Quem me pôs lá? Quem foi o canalha que usou meu nome? Jamais saberei. Vivemos no poço escuro da web. Ou buscamos a exposição total para ser “celebridade” ou usamos esse anonimato irresponsável com nome dos outros. Tem gente que fala para mim: “Faz um blog, faz um blog!” Logo eu, que já sou um blog vivo, tagarelando na TV, rádio e jornais... Jamais farei um blog, este nome que parece um coaxar de sapo-boi. Quero o passado. Quero o lápis na orelha do quitandeiro, quero o gato do armazém dormindo no saco de batatas, quero o telefone preto, de disco, que não dá linha, em vez dos gemidinhos dos celulares incessantes.
Para ler o restante do texto, visite Caderno 2, Estadão

Publié par josenilton à 18:39:38 dans Ciborgue | Commentaires (0) | Permaliens
Já se tornou lugar-comum no mundo inteiro dizer que assistimos nos últimos anos a um crescimento muito forte do uso de sites de comunidades. Em todos os continentes, acentua-se hoje uma tendência marcada há uns cinco anos, quando o Brasil saltou na frente, com o Orkut, seguido logo por outros países. Por exemplo, os americanos abraçaram primeiro o MySpace, enquanto os britânicos descobriram antes o gosto pelo Facebook, um site generalista como o Orkut.
Além desses, na Europa também se viu nos últimos anos uma corrida a sites generalistas locais de redes sociais. Assistiu-se a isso especialmente na Espanha (Tuenti), na Itália (Splinder), na Alemanha (StudiVZ e Wer-Kennt-Wer), na Bélgica (Netlog), na Holanda (Hyves), na Suécia (LunarStorm), na Noruega (Nettby), na Polônia (Nasza Klasa) e na Rússia (VKontakte).
O Facebook prosperou rápido nos países de língua inglesa e na maioria dos lugares em que foi feita a tradução do site para o idioma local. Com isso, até os franceses, que preferiam blogs, adotaram o uso de sites de redes sociais generalistas. O que esses sites mais têm em comum é a capacidade de promover a comunicação, sobrepondo-se a outras formas de relacionamento on-line, como o e-mail.
Independentemente de ser ou não o Facebook a rede local mais popular em determinado lugar, hoje não há dúvida de que esse tipo de site tornou-se a razão para milhões de pessoas sentarem-se na frente de um computador. Isso foi visto em detalhes no Brasil, em 2006, quando os jovens produziram o espetáculo das lan houses, e no ano seguinte incentivaram seus pais a comprar computador e a também fazer uso de ferramentas de comunicação e relacionamento.
Sem dúvida, a possibilidade de se relacionar on-line mais facilmente, proporcionada por essas ferramentas e pelos mensageiros instantâneos, ajudou a aumentar muito rapidamente a quantidade de usuários de internet no mundo inteiro e o tempo de permanência dos internautas antigos (os novos já chegam navegando alto). Mesmo nos países já desenvolvidos é possível registrar crescimento recente do número de internautas, sobretudo em residências. (A única exceção vinha sendo a Itália, mas a queda do preço dos computadores neste ano pode reconduzi-la ao crescimento; ainda assim, a estagnação atingia apenas os sites de e-commerce, já que as redes sociais vão muito bem, grazie molte.)
Na América Latina, com as redes sociais a internet também está sendo trazida para dentro de casa. Essa é uma verdade promissora para o Peru, por exemplo, que vê seu enorme índice de internautas em locais públicos agora migrar para o local doméstico. O Chile nunca foi o local das lan houses, mas é mais um a crescer forte em casa. Só o Equador parece deslocado: ensaia crescer agora em locais públicos para, depois, seguir a tendência doméstica dos vizinhos. O noticiário que vem desses países indica que enquanto o Facebook avista a hi5 vê-se que há outras redes, como a Taringa, incentivando o uso da internet.
Informações semelhantes chegam da Índia, com Orkut e Facebook, enquanto o auspicioso Twitter vira realidade lá assim como cá (auspicioso agora, porque no ano passado eu apostei (errado) que o microblog não ia crescer). A diferença é que o Twitter, diferentemente das redes sociais generalistas, firma-se como o último passatempo dos internautas experientes e não está trazendo gente nova para a internet. E mais nada, já que a retuitagem sistemática só exprime a tautofonia como novidade. (Em setembro, o número de usuários únicos do Twitter no Brasil caiu para 9,2 milhões --- perda de 7% em relação a agosto, um tropeço que pode não significar nada, por enquanto.)
Nos Estados Unidos, os joguinhos on-line, uma velha mania de senhoras americanas de baixa renda de cidades pequenas, têm trazido neste momento cada vez mais pessoas com essas características para navegar na internet. Tudo porque passaram a existir nos sites de redes sociais joguinhos como FarmWille (usado pelas senhoras) e, agora, YoVille (mais consumido pelas adolescentes). Elas jogam hoje os jogos sociais muito mais do que quando eram só jogo. Descobriram uma razão para consumir efetivamente internet.
A explosão das redes sociais beneficia todo o mercado, já que mais pessoas são atraídas para a internet. O segundo passo de quem conhece a internet por meio de uma rede social é procurar outros conteúdos, como informações, notícias e comércio eletrônico, por exemplo. Mas se novas pessoas chegam à internet trazidas pelos sites de comunidades, em que outras redes sociais estão navegando agora as que foram pioneiras nesses sites?
O analista de internet Bill Tancer, em seu recém-lançado 'Click' (Editora Globo, 272 páginas, 36 reais), investigou o perfil dos que usaram primeiro MySpace, Facebook e YouTube. Descobriu que agora esses early adopters, segundo as palavras dele, “deixaram um pouco de lado as redes sociais hoje na moda, como MySpace e Facebook, e passaram a preferir a pequenina rede Orkut (um frangote), do Google, e a rede Imeem, voltada para música”. E concluiu, com sinceridade, que entre os americanos “a presença dos early adopters no Orkut nos diz que o site talvez tenha mais chance que outros de estourar e fazer sucesso”.
Mesmo considerando que o Orkut no território americano tem muito de indianos e latinos, essa constatação diz muito sobre popularização e segmentação por influência social que ocorre nas manifestações culturais. E o fundamental: traz os sites de redes sociais para dentro dos estudos culturais, arrastando-os da incompletude de algumas teorias específicas da comunicação, como as que prezam o determinismo tecnológico.
Os estudos culturais são a vertente dos estudos da comunicação que tem abrangente e suficiente abertura e versatilidade teórica para ajudar a compreender não só por que mais pessoas estão usando mais a internet para se comunicar por meio de redes sociais. Também tem ecletismo competente para investigar os subjetivos contextos sociais que influenciam a escolha dessas novas ferramentas de comunicar. Afinal, para entender o crescimento do uso da internet (carregado pela comunicação nos sites sociais) parece ser necessário ir além da comunicação e procurar respostas em campos teóricos que tentem explicar toda a dinâmica social.
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A editora publicou um capítulo da edição brasileira de 'Click', em seu site, para degustação. A tradução é de Renato Marques de Oliveira
Publié par josenilton à 17:48:36 dans Ciborgue | Commentaires (0) | Permaliens
Um publicitário argentino acabou de lançar um livro engraçadinho sobre o Facebook. A começar pelo vídeo de divulgação da obra, que no final tem Roberto Carlos cantando "millones de amigos". Está fazendo o maior sucesso na Argentina, na Colômbia e na Venezuela.
É curioso ouvir falar de 'faceboom' na terra do Taringa e do Sonico.
O livrinho não diz muita coisa. Vale por ser engraçado e sair da mesmice sobre o tema. O vídeo publicitário é melhor que o livro. Em todo o caso, para quem gosta do tema, é uma leitura imperdível.
O autor tem um blog http://blogudo.blogspot.com/ e lançou um site sobre o livro http://www.faceboomlibro.com/
Abaixo, um trecho do livro
Empecemos por el principio
Supongamos que nos recomendaron abrir una cuenta en Facebook, pero primero queremos averiguar un poquito más sobre qué nos espera. Entonces, lógicamente, antes de poner ningún dato, vamos a “Servicio de ayuda” (algo que de ahora en más será difícil de encontrar en Facebook), y luego a “Introducción”. Ahí podremos enterarnos de algunas cuestiones básicas sobre la famosa red social, según sus propias palabras:
“Sácale partido a Facebook: encuentra a tus amigos.
La mayoría de las funciones de Facebook se fundamentan en la idea de que hay personas a tu alrededor con las que quieres conectar y mantenerte en contacto. Tanto si se trata de amigos, familiares, compañeros de trabajo o conocidos, en Facebook son tus amigos desde el momento en que conectes con ellos . Sin amigos, Facebook puede parecer un poco insulso . Por eso hemos creado diferentes maneras en las que puedes buscarlos sin dificultad.”
Pero como la mayoría de nosotros no lee la letra chica y sigue directamente a ver de qué va todo esto (porque si llegamos ahí es porque ya sabemos más o menos qué es lo que vamos a hacer), lo primero que vemos al leer la portada (antes de poner nuestros datos para registrarnos o entrar a nuestra cuenta) es:
“Facebook te ayuda a comunicarte y compartir con las personas que conoces.”
Bueh, empezamos con el pie izquierdo. Porque si alguien que escribe en español neutro (“conoces” en vez de “conocés”) pretende oficiar de nexo entre nosotros -que voseamos en vez de tutear (no confundir con twittear, algo sobre lo cual hablaremos dentro de varias páginas)- y las personas que conocemos (por lo visto, ni se menciona el hecho de conocer gente hasta ese momento desconocida), ¿qué garantía tenemos de que pueda compartir los códigos particulares y únicos de nuestro grupo?
Haciendo caso omiso de este pequeño contratiempo y no dejándonos desanimar ante tal nimiedad gramatical, decidimos seguir adelante con la aventura. Para confiarle el manejo de una buena parte de nuestra vida social a una página de Internet –por guapa que sea-, hay que hacer de tripas corazón y no analizar demasiado las cosas. Tal como no nos planteamos, por ejemplo, por qué la Pantera Rosa es varón si es rosa, por qué es rosa si las panteras son negras, por qué camina erguida (o erguido) sobre sus dos pies, por qué puede manejar un auto, fumar con boquilla, ponerse un microemprendimiento (¡de ponche rosado!), hablar en dos capítulos, y muchas otros puntos que una pantera no puede –o no debe- hacer sin importar el color de su pelaje.
Si analizamos un segundo lo que estamos a punto de emprender, deberíamos cerrar de inmediato la ventana del navegador, dado que nadie en su sano juicio –ni siquiera un canillita que se levanta de lunes a lunes a las cinco de la mañana-, podría llegar a considerar mínimamente en serio la perspectiva o posibilidad de necesitar a un sitio de Internet para compartir su vida con las personas que conoce.
Pero, como dijimos antes, millones de moscas (perdón, usuarios) no pueden estar equivocados, y si nuestros amigos están ahí, no los despreciaremos y respetaremos su decisión, aunque más no sea para hacerles un poco de compañía. A primera vista, Facebook no se parece mucho a una juntada de amigos. Al menos no a las que estamos acostumbrados.

Publié par josenilton à 20:59:30 dans Ciborgue | Commentaires (0) | Permaliens
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