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UM ANO DE BOAS NOVAS

A Equipa da RAFANEWS augura a todos os seus leitores e amigos, um ANO NOVO cheio de Bênções do Altíssimo. Que os nossos projectos, pessoais, familiares, profissionais e outros mais se realizem neste ano, acabadinho de começar.

Da nossa parte, prometemos muito trabalho, para os que nos leiam. Continuamos, como sempre, abertos às críticas, como forma de nos melhorar cada vez mais.

Um muito obrigado.

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<< Tortura em nome da democracia do PAICV | Ministro João Serra fez proposta indecente a Manuela Silva | Em tempo de campanha mexidas na ASA >>

Ministro João Serra fez proposta indecente a Manuela Silva | 03 janvier 2006

Mais uma novela com gosto tambarina, onde João Serra é actor principal, “faz proposta indecente”, “joga sujo”, mostra “imaturidade política” e prova que não sabe conviver com a diferença

 

Educação          Secretária de Estado vs Ministério da Educação

 

João Serra fez proposta indecente a Manuela Silva

 

Há cinco anos que a professora Manuela Silva está a aguardar o reenquadramento no Ministério da Educação, de onde saiu em 1994, em regime de requisição para exercer, a convite do então Governo de Carlos Veiga, as funções de presidente do Instituto Cabo-verdiano de Solidariedade.

Docente desde 1977, Manuela Silva tem um percurso feito “à base de sacrifício e muito esforço pessoal”. Em 1983 foi enquadrada como professor de 4º nível, 3ª classe, letra E. em 1996, progride para professor do 4º nível, 2ª classe, letra D. Em 92, à luz do então PCCS foi automaticamente enquadrada como professor do 4º nível, Ref. 13B, equivalente a 4º nível, 2ª classe: em 1994 progride para 13C, equivalente a 4º nível, 1ª classe.  

Sucede que, em 1994, um despacho conjunto do então Primeiro-Ministro e do também então Ministro da Educação e Desporto, Manuela Silva foi requisitada à luz do artigo 13º, do Decreto/lei nº 87/92, de 16 de Julho, para exercer as funções de presidente do ICS, cargo que desempenha até Abril de 1995, altura em que foi chamada para o Governo de Carlos Veiga, onde desempenhou as funções de Secretária de Estado da Promoção Social e de Luta Contra a Pobreza, cessando as funções em 2001, com a mudança de Governo.

 

Luta “titânica”

 

Desde essa altura que Manuela Silva tem vindo a travar uma luta “titânica” para conseguir o seu reenquadramento no Ministério da Educação, mas

em vão. Cansada de tanto lutar por aquilo que considera ter direito, Manuela Silva não hesitou em tratar a questão com todos os sectores implicados no referido processo. Esgotadas todas as possibilidades de resolução por via administrativa, Silva decidiu trazer a público a sua revolta.

Conforme nos explicou, o reenquadramento, nos termos da lei é automático e Silva estriba-se nos artigos 7º da lei n.º 85/III/90, de 6 de Outubro e artigo 42, do PCCS para justificar aquilo que diz.

Manuela Silva garante que não está a pedir promoção por ter sido governante, mas sim “por ter estado muitos anos na mesma categoria”, anotou mostrando-se surpresa por ter constato, de entre outros, que titulares de cargos políticos têm sido promovidos, apesar de ainda estarem em funções e de não ter havido concurso, argumentos, diz ela, “paradoxalmente”, utilizados pela própria Administração Pública, para “impedir” o seu reenquadramento.

O silêncio/omissão da administração faz com que o salário desta docente esteja a ser processado “por defeito”, numa categoria inferior à que ela ascendera, aquando da requisição.

 

A estupidez de João Serra

 

No entanto os ministérios da Educação e da Administração Pública alegam que o ministério das Finanças é que está a imperrar o processo. Sendo assim, ela solicitou uma audiência ao ministro João Serra que lhe desconsiderou redondamente, “brincando” com uma antiga governante, em assunto sério, dizendo que a solução do seu problema só seria possível, num próximo mandato do PAICV, para o qual contava com o voto dela.

Indignada com esse encontro falhado, a nossa interlocutora diz ter prosseguido a sua luta, apesar de, como nos confidenciou, sem ter apercebido desde o início de que seria uma luta perdida. Mas garante: “eu não vou aceitar, custe o que custar. Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para defender os meus direitos”, afirmou Silva que considera esta atitude de João Serra um “jogo sujo”, “imaturidade política” e “inocência política”.

Ao que tudo indica, esta luta vai continuar por mais algum tempo, já que a condição imposta por João Serra, para resolver esse imbróglio, “mostra que não existe vontade política” para a sua solução.

Publié par ACG à 23:39:52 dans ACG | Commentaires (0) |

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