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UM ANO DE BOAS NOVAS

A Equipa da RAFANEWS augura a todos os seus leitores e amigos, um ANO NOVO cheio de Bênções do Altíssimo. Que os nossos projectos, pessoais, familiares, profissionais e outros mais se realizem neste ano, acabadinho de começar.

Da nossa parte, prometemos muito trabalho, para os que nos leiam. Continuamos, como sempre, abertos às críticas, como forma de nos melhorar cada vez mais.

Um muito obrigado.

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JLL afirma: PAICV não rima com educação | 03 janvier 2006

Em entrevista a RAFANEWS José Luís Livramento ex- Ministro da Educação lança um breve olhar na seara de Filomena Martins e constata que houve retrocessos em vários domínios. A taxa de abandono escolar, os meninos de rua e a delinquência escolar aumentaram, e a falta de estratégia do PAICV para a educação é notória

 

Delinquência juvenil é reflexo do abando escolar

 

PAICV não rima com educação

     

Falemos um bocadinho da Educação: tutelou esse sector durante a governação de Carlos Veiga. Como é que avalia o desempenho dos ministros do Governo de JMN, nesse sector?

JLL – Não avalio o desempenho de ministros. Avalio o desempenho do Governo.

O desempenho, não sou eu que avalio. São os dados existentes. Como disse há momentos, eu leio factos, e os factos indicam que vários indicadores muito importantes de Educação tiveram um retrocesso com o Governo do PAICV.

Em primeiro lugar a taxa de abandono: os alunos, enquanto nós íamos às salas de aulas e estimulávamos a continuarem os estudos, no Governo do PAICV os alunos abandonaram os estudos, seja no ensino básico, seja no secundário. E isso tem as suas consequências. Os meninos de rua aumentaram e é o próprio ICM a dizer que, por exemplo de 2002 a essa parte, o número de crianças de rua aumentou de 440 para 660. Nós sentimos isso quando vamos a qualquer supermercado, quando estacionamos o nosso carro nas ruas, nos aeroportos, encontramos meninos a pedir, com papeis a pedir esmolas.

 

E isso contribui para o aumento da insegurança e da delinquência.

JLL – A delinquência juvenil não é por acaso. Ela resulta da desocupação dos jovens. Resulta directamente do abandono escolar, porque se os jovens estivessem lá onde deviam estar, nas escolas, não estariam nas ruas a aprender cada vez mais com os outros a delinquência juvenil. Uma das consequências do abandono escolar, promovido pelo PAICV é, de facto, o aumento da delinquência juvenil, através do aumento dos meninos de e na rua.

Mas também o sucesso escolar. O sucesso escolar diminuiu drasticamente. O número de reprovações aumentou grandemente. São os dados estatísticos do próprio Ministério de Educação que o dizem. Vê-se que o PAICV teve uma política de tolher o acesso dos alunos a nível do secundário. O PAICV diz no seu programa que o MpD desenvolveu o ensino secundário sem qualquer controlo. Que significa isso? Significa que, enquanto o MpD deu espaço para os jovens estudar, o PAICV impôs medidas administrativas para eles não estudarem. É o caso do decreto/lei que exigiu que, para um aluno ir do 10º para o 11º ano, devia ter 12 valores nas disciplinas nucleares. Isso não existe em nenhuma parte do mundo. Só

em Cabo Verde.

 

A Universidade Pública, diz-se, arranca no próximo ano...

JLL – Olhe, lá está. É mais um exemplo da incompetência desse Governo. A Universidade Pública, em 2000 estava criada, assim como estava criada uma Comissão de Instalação. O PAICV podia não estar de acordo com os termos da Comissão Instaladora ou com as pessoas que estavam na Comissão. Podia mudar e iniciar os trabalhos de instalação. Pergunto, por quê que só em 2004 que o PAICV vem criar essa Comissão Instaladora. Perdemos quatro anos com a Universidade Pública. É isso que priorisar a Universidade Pública?

Quando se vem com retóricas de que Universidade Pública é muito importante, e é muito importante, de facto. Por isso é que nós criámos essa Universidade no ano 2000. Por que é que se vem com essa retórica quando se deixou quatro anos para se designar uma Comissão Instaladora.

 

Tenho por mim que em 1999/2000 já havia indícios de que a Porto Editora poderia instalar-se

em Cabo Verde, confirma?

JLL – Confirmo. Não só a Porto Editora como a Teste Editora. Existe uma empresa da Teste Editora, aqui na Praia, desde essa época.

Esse é um aspecto, vê-se da desorientação do Governo do PAICV, a nível da Educação, por que falha na estratégia. Diz-se que quis promover a qualidade do ensino mas falhou, porque falhou na estratégia. Um primeiro aspecto para a melhoria da qualidade de ensino é a existência de manuais escolares. A introdução de uma capacidade nacional de manuais escolares,

em Cabo Verde, é fundamental.

Não temos uma editora que se preze. Não temos uma livraria que se preze. A nível do ensino, para não falar no ensino superior, temos de ter uma capacidade: inclusive, penso que o Estado deve associar-se aos privados para criar uma empresa para a edição escolar, por exemplo.

 

CAIXA

JLL é director de campanha na Praia e garante que o MpD vai percorrer montes, vales e cutelos para fazer passar a sua mensagem

 

José Luís Livramento, actualmente director de campanha do MpD, para o círculo eleitoral da Praia não revela a estratégia do seu partido para o embate que se avizinha, porque seria entregar ouro ao bandido, neste caso, ao adversário político, mas assegura que o seu partido vai adoptar a política de contacto porta a porta privilegiando um diálogo directo com o eleitorado.

Nestes contactos o MpD vai falar da situação de Cabo Verde, dos programas e projectos para o país. Numa altura em que muitas pessoas começam a dar sinais de não acreditarem nos políticos e na democracia, porque “houve muita propaganda”, uma propaganda que o nosso informador considera “contraditória” com a situação real, da pessoa humana, o Movimento para a Democracia quer mostrar que é possível mudar, para melhor, a 22 de Janeiro.

Levar as pessoas a “voltar a acreditar

em Cabo Verde” é uma das prioridades do MpD, neste período eleitoral. A tarefa não é fácil, sabe Livramento e seus pares que para isso estão dispostos a percorrer os montes, vales e cutelos para falarem com os eleitores e fazer-lhes acreditar que é possível um desenvolvimento “justo” de Cabo Verde.

Os vários foras que o gabinete de estudos estratégicos do MpD promoveu, no decurso de 2005, serviu como uma espécie de antecâmara para analisar vários sectores da sociedade. Os subsídios, adianta Livramento servem ao MpD, e garante que em breve os Ventoinhas vão apresentar o seu programa eleitoral com propostas concretas para o país, no sentido dos cabo-verdianos voltarem a ter “esperança e a acreditar”, no país que o MpD quer para todos.

Livramento está confiante numa nova mudança, em 2006, e apela à união de todos os cabo-verdianos para que, a 22 de Janeiro, Cabo Verde possa ter outro Governo.

Publié par ACG à 23:42:58 dans ACG | Commentaires (0) |

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